Doulas de São Paulo em Ação – PL 250/2013

Quer o logo da campanha no seu perfil do Face?
 Acesse fanpage da campanha!
Você sabia que em São Paulo existe um Projeto de Lei (PL 250/2013), que garante à toda mulher residente no estado ter sua doula de livre escolha em qualquer hospital, seja público ou privado?

O projeto precisa entrar em votação e para que isso aconteça o mais rápido possível, as doulas paulistas estão unidas na campanha #aprovaALESP, realizando corpo a corpo com os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), entregando material que explica a importância da atuação da doula no pré-parto e durante o parto e pedindo apoio na votação do projeto. 

Para engrossar esse coro, mulheres que foram acompanhadas por doulas estão participando da campanha #doulaquetequero , gravando vídeos curtos para explicar porque esse acompanhamento foi tão importante para elas.

  • Quer participar? 


Você que é doula e atua no Estado de São Paulo:

Pode ler e conhecer o Projeto de Lei 250/2013 aqui: http://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=1129265

Pode curtir e acompanhar a fanpage PL 250/2013 VOTA Aprova para saber os próximos passos da campanha, ajudar com impressão de materiais e comparecendo as ações na ALESP.

Na fanpage você também pode baixar imagens para perfil e capa do facebook com o logo da campanha!

  • Você é mãe e já foi acompanhada por uma doula?


Então faça um vídeo curto explicando porque esse acompanhamento foi importante e mande para o e-mail  pl250.2013@gmail.com até 18/12/2015

Confira alguns vídeos que já foram enviados: https://www.facebook.com/pl2502013/videos
Juntas somos mais fortes!

Aromaterapia: você sabe o que é e como fazer?

Os óleos essenciais são coringas
n
a bolsa de doulas e outros profissionais de parto!

Os óleos essenciais podem ser seus aliados no trabalho de cuidar e contribuir para o reestabelecimento da saúde física e emocional de suas pacientes e clientes. 


Especialmente durante a gestação e o trabalho de parto, alguns óleos essenciais podem ser usados para acalmar e aquietar a mente ansiosa da gestante, dar ânimo e relaxar.

O óleo essencial de lavanda é um coringa na bolsa de doulas e profissionais do parto. Ele acalma, contribuí para o equilíbrio entre a razão e a emoção, transformando emoções negativas em positivas. Auxilia, também, no processo de dar esse profundo salto no escuro que é a maternidade. E por agir no alívio de dores musculares pode ser diluído em algum óleo vegetal para massagens.

Os óleos cítricos, como o de bergamota, despertam a alegria, desenvolvem a confiança e o foco.

O óleo de tea tree (ou melaleuca) limpa a mente de pensamentos perturbadores, além de ser um poderoso fungicida e bactericida, por isso é usado na gestação (ou mesmo não estando grávida) para combater a candidíase, além de ajudar na higienização das fraldas de pano modernas.

Aromaterapia – Menos é Mais! 

É possível usar aromatizadores à vela,
como esse da foto, ou…

Os óleos essenciais são produzidos a partir de princípios ativos de plantas e flores, em processos complexos de extração (confira aqui detalhes desses processos). Um bom exemplo da quantidade necessária da planta para a extração dos óleos é o óleo essencial de rosas: para extrair 3kg são necessárias TRÊS tonelada de pétalas… isso mesmo, 3.000 kg! Veja aqui mais alguns exemplos.

Por isso, é importante usa-los com cuidado, sempre seguindo a premissa de que menos é mais. 


A aromaterapia, ou seja, o uso terapêutico de óleos essenciais, ao contrário do que possa parecer, não se baseia no aroma da planta, mas sim nas propriedades desses diferentes princípios ativos. 

… um colar aromatizador pessoal de cerâmica
ou, ainda, um aromatizador elétrico!

Uma gota de óleo essencial de boa qualidade, portanto, concentra muitos princípios ativos. Então não se preocupe se, ao aquecer o óleo em seu aromatizador durante o atendimento em um trabalho de parto, não estiver sentindo muito o cheiro do que pingou. A ideia é que o aroma seja suave. Até porque, se houver óleo essencial em excesso, pode causar dores de cabeça ou vermelhidão e coceira na pele (em caso de banho ou massagem) ou outros efeitos colaterais.

Então, antes de usar, busque informação em fontes confiáveis! 


E ATENÇÃO: Se você tiver interesse em participar de workshops de aromaterapia, procure-nos pelo e-mail sacemporiomaterno@gmail.com

Muita sabedoria e luz no seu caminho!

Parto domiciliar: saiba como se preparar para o nascimento de seu filho em casa!

Pode ser que ao cogitar ter o seu bebê em casa, o medo e a insegurança tomem conta de você. Não faltam histórias da época de nossas avós, casos de bebês ou de mulheres (ou ambos) que não sobreviveram ou sofrem até hoje com algum tipo de sequela. Algumas dessas fatalidades podem ter relação com o parto e o nascimento. O maior problema, porém, não é o local em si, mas sim as falhas na assistência, a pouca ou nenhuma tecnologia disponível.

Os tempos são outros, as informações e experiências se acumularam e, principalmente, a assistência à saúde da mulher durante a gestação se aperfeiçoou.

Os partos domiciliares são meticulosamente planejados e estruturados. São levadas em conta diversas singularidades: se a gestação é de risco habitual, se o local é adequado ao parto, se a residência fica próxima a um hospital e se a família possui um plano B, em caso de eventual emergência. O principal, porém, é se o pré-natal foi feito com cuidado e atenção ao caráter multifatorial e complexo da saúde, garantindo a segurança do binômio mãe-bebê, facilitando, assim, a assistência ao trabalho de parto.

As profissionais responsáveis pela assistência à saúde da mãe e do bebê são as enfermeiras obstetras e obstetrizes, também conhecidas como parteiras urbanas. Elas são profissionais preparadas e treinadas para atender o parto natural de baixo risco e possuem equipamento adequado para tanto. A família também pode optar pela presença de um médico neonatologista, para assistência ao bebê, bem como uma doula para o suporte físico e emocional da mulher.

Fonte da foto:
  http://vilamamifera.com/olharmamifero/o-sus-que-da-certo-parto-domiciliar-do-sofia-feldman/
Assim como em uma Casa de Parto, no parto domiciliar a assistência acontece de forma contínua, no modelo “1 para 1”, ou seja, um profissional para cada paciente. Como, geralmente, elas trabalham em dupla, ao menos duas profissionais estarão a todo tempo, sempre que necessário, conferindo sinais vitais do bebê e da mãe, garantido que qualquer problema seja sanado imediatamente.

Muito diferente do que ocorre em hospitais, onde a assistência geralmente é intermitente e cujos profissionais se revezam a todo instante, sem criar vínculo com a mulher e o bebê e, pior ainda, sem se atentar para mudanças sutis no decorrer do trabalho de parto que podem fazer a diferença em um desfecho favorável no nascimento.

Antes de optar por hospital, casa de parto ou domicílio para dar à luz seu bebê, informe-se, converse com profissionais diversos e conheça a história de famílias que já vivenciaram essas experiências. Mantenha a mente e o coração abertos para alternativas. O melhor lugar para parir é aquele em que a mulher se sente segura! E a segurança só se consolida à base de boa informação!

Empodere-se!

Rebozo: saiba o que é, para que serve e como aprender a usar no trabalho de parto!

Rebozos do Empório Materno
O rebozo do Empório Materno é produzido com tecido 100% algodão, trançado em tear manual. Nós nos inspiramos no rebozo mexicano, usado pelas mulheres como vestimenta e também como instrumento de trabalho das parteiras.

O rebozo pode ser usado por doulas, enfermeiras obstetras e obstetrizes durante o pré-natal, para fazer massagens e criar momentos de descontração entre profissional e paciente, facilitando o vínculo tão necessário para o relaxamento, entrega e segurança da mulher no momento de parir.

Pâmella Souza (Ventre Materno),

ensina a “rebozar” quadril em

workshop organizado pelo

Durante o trabalho de parto, o rebozo se torna um instrumento poderoso para, por exemplo, a mulher direcionar sua força enquanto se agarra ao tecido mantido com firmeza pela doula, marido ou outro(a) acompanhante. Uma “rebozada” nos quadris ajuda muito a relaxar e se entregar às sensações de dor e prazer causadas pela enxurrada de hormônios do amor durante o trabalho de parto.

Outras formas de utilização: a mulher pode mordê-lo (em vez de morder a mão de alguém, o que acontece com muita frequência, não é mesmo?), auxiliando no momento dos “puxos” do expulsivo; pode servir de xale, para aquecer as costas ou os pés da parturiente; apoio para a cabeça, enquanto a mulher se beneficia do alívio da dor dentro da banheira; suporte da barriga, nas posições inclinadas e de quatro apoios.

Enfim, a sua criatividade é o limite para o uso do rebozo!

IMPORTANTE: como qualquer outro instrumento ou ferramenta, o rebozo deve ser usado apenas quando se conhece as técnicas e suas possíveis consequências, positivas ou negativas! Se informe e estude antes de sair por aí “rebozando” os quadris das gestantes! Para isso, recomendamos a leitura do livro “A Técnica do Rebozo Revelada“, de Naolí Vinaver, à venda no Empório Materno!


Conheça as técnicas do rebozo
Adquira o livro no Empório Materno!

O que você precisa saber sobre parto hospitalar

O melhor lugar para parir é aquele em que a mulher se sente segura! Seja em casa de parto, na própria casa ou em um hospital… o importante é sentir-se acolhida e assistida em suas necessidades físicas e emocionais. A segurança, porém, não pode nascer de uma base tão fraca quanto uma opinião sem embasamentos. A segurança só se consolida à base de boa informação!

Independente de ser púbico ou privado, os hospitais seguem protocolos que, algumas vezes, não tem nada a ver com a saúde, mas sim com o controle do corpo (Michel Foucault que o diga) e a reprodução do padrão social de hierarquias: no topo estão os médicos, na base, a mulher. Salvo exceções, como a contratação de uma equipe particular, ao escolher dar à luz em um hospital, a mulher estará sujeita a esses procedimentos, assim como o seu bebê.

Obviamente, há casos em que alguma intervenção será necessária, como anestesia para alívio de dor, aplicação de antibiótico para evitar infecções ou uma cirurgia cesariana, nos casos mais graves.

Essas intervenções, infelizmente, se tornaram o padrão de assistência nas instituições hospitalares. São deixados de lado os aspectos emocionais, psicológicos, sociais e até fisiológicos do processo, impondo absurdos como a posição ginecológica para parir, o que dificulta a descida do bebê e abre espaço para intervenções desnecessárias como a manobra de Kristeller, fórceps e episiotomia.

Fonte da imagem: Vila Mamífera
Dar à luz em um hospital, com equipe plantonista, pode ser a única alternativa de muitas mulheres que vivem uma gestação de alto risco e não podem pagar por uma equipe particular que siga os preceitos da humanização e das evidências científicas atualizadas.

Qual é a saída então? Informação para saber como é o trabalho de parto, quais as reais necessidades e riscos de quaisquer procedimentos e, principalmente, internalizar que mesmo que sejamos leigas temos o direito de sermos informadas sobre os riscos e benefícios ao aceitar ou recusar qualquer procedimento em nós ou em nosso bebê.

Informação gera conhecimento, sana dúvidas, derruba medos! Então… informe-se e empodere-se! O seu parto e o nascimento de seu bebê são únicos e merecem ser tratados com todo o respeito e cuidado!

Os segredos da bolsa da doula!

As mãos de uma doula são um presente, uma fonte de alívio, empatia e cuidado amoroso e respeitoso para a mulher que sente as dores necessárias do trabalho de parto! 

As mãos da doula atuam em conjunto com diversos itens que podem compor sua bolsa de trabalho. Um ou dois rebozos para chacoalhar os quadris e garantir um ambiente de cuidado e ancestralidade, porque as mulheres sabem parir desde tempos imemoriais. 

Óleos essenciais que estimulam ou acalmam, podem despertar na mulher seu instinto mamífero e bravo para enfrentar um dos momentos mais marcantes e inexplicáveis de sua vida. 

Bolsas térmicas de sementes e ervas aromáticas para aquecer o corpo, amenizar a dor e promover a coragem para “isso, menos uma contração e seu bebê está mais perto”. 

Acima de tudo, conhecimento baseado em evidências científicas atualizadas, empatia, amor, respeito e paciência… esses são os itens essenciais em uma bolsa de doula, que só com o tempo e a experiência é possível conquistar.

Conheça os profissionais que podem atender partos

O modelo de assistência obstétrica brasileiro está centrado na figura do médico obstetra. É corriqueiro a família contratar um plano de saúde por conta desse momento e buscar um obstetra que acompanhe a gestação desde o começo até o nascimento do bebê. Esse modelo, infelizmente, está mostrando sinais de saturação, com médicos cobrando taxas de disponibilidade, agendamento de cesarianas eletivas sem respaldo em evidências científicas e lotação de hospitais com gestantes que nem ao menos estão em trabalho de parto, mas são internadas para induções desnecessárias. 

É urgente a revisão desse modelo e uma equipe multidisciplinar pode ser a saída para deixar de sobrecarregar médicos e hospitais. 

Você conhece os profissionais que podem te acompanhar nessa jornada? Dá uma olhadinha nesse resumo, pesquise, se informe, se empodere para o seu parto!

Obstetra – É o único profissional que tem a competência para realizar uma cirurgia no parto, em casos de emergência.

Obstetriz ou Enfermeira Obstétrica (EO) – Ambas profissionais são habilitadas para assistir às gestações e partos de risco habitual. As enfermeiras obstétricas possuem graduação em enfermagem e pós-graduação em enfermagem obstétrica, enquanto obstetrizes possuem graduação em obstetrícia. 

Parteira – As parteiras tradicionais ainda são comuns em regiões muito afastadas de centros urbanos. Não possuem formação técnica, porém têm prática e conhecimentos tradicionais para o atendimento ao parto. Como atuam em lugares muito afastados, não possuem muitos recursos para atendimento de emergências.

Neonatologista – É um médico pediatra especializado no atendimento ao recém-nascido nos primeiros minutos de vida. Pode ser do próprio hospital ou contratado pela família, para evitar procedimentos de rotina muitas vezes desnecessários, como aspiração nasal e aplicação de colírio.

Doula – Profissional que possui conhecimento da fisiologia do parto e incentiva o uso de técnicas não-farmacológicas para o alívio da dor, como posições, respirações e massagens que minimizam a dor e o incômodo das contrações, além de favorecer o parto fisiológico. Doulas não realizam procedimentos técnicos, como ausculta de batimentos cardíacos ou toque vaginal e não são habilitadas para diagnosticar possíveis intercorrências do trabalho de parto e parto, elas proporcionam apoio físico e emocional.

Empodere-se!