Picos de desenvolvimento e crescimento do bebê – e como eles alteram o sono e a amamentação!

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Pais e mães de primeira viagem podem se beneficiar – e muito – com uma pequena grande informação: os bebês experienciam saltos (ou picos) de desenvolvimento e saltos (ou picos) de crescimento, o que pode ocasionar alguns “efeitos colaterais”, como alteração do padrão de sono e a demanda por carinho e proximidade de seus cuidadores. Isso quer dizer que a frequência da amamentação pode aumentar de uma semana para outra, além de passar madrugadas acordado, por exemplo.

É por isso (e tantos outros ótimos motivos como saúde do binômio mãe-bebê a curto e longo prazo) que os profissionais que atuam na assistência à saúde da mulher no período perinatal e do recém-nascido (que seguem recomendações sérias e se baseiam em evidência científicas idôneas e atualizadas), preconizam a amamentação em livre demanda: estar bem juntinho da mãe, ouvindo seu coração bater, sentindo o calor de seu corpo e acompanhando seu ritmo de respiração, além de receber o leite materno feito sob medida para ele,  são o “remédio” ideal para lidar com esses períodos de saltos de crescimento.

Mas o que é salto de desenvolvimento?

Encontramos um bom resumo no site Guia do Bebê (acesse a matéria aqui). Aí vai o resumo:

“Saltos de desenvolvimento são aquisições de habilidades funcionais específicas que ocorrem em determinados períodos. O ritmo de desenvolvimento não é constante: há alguns períodos de desenvolvimento  acelerado e outros onde há uma desaceleração. 

Toda vez que seu bebê desenvolve uma nova habilidade,  ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que a quer praticar o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavas, um dos “efeitos colaterais” desse trabalho todo que o cérebro dos bebês está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão trabalhando em dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas. 

No período que antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficaram mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.

Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco (mais) de paciência e empatia com o bebê – depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto de desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da “crise”. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado,  sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios: é como uma “dança louca” entre separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período”.

E os picos de crescimento?

Esse são os picos relacionados ao ganho de massa corpórea do bebê (que envolve músculos e ossos). Nesse período a demanda por leite também cresce, pois o bebê passa a precisar de mais energia. “Então o bebê que dormia longos períodos à noite pode começar a acordar mais e solicitar mais mamadas. Esta necessidade geralmente dura de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas, mas agora com o organismo da mãe adaptado a produzir mais leite. É muito importante respeitar a demanda aumentada de mamadas, pois somente com a livre demanda é que a produção de leite materno se ajusta perfeitamente às necessidades do bebê.”

É sempre importante frisar que o leite materno é produzido sob demanda. Ou seja, conforme o bebê mama o organismo da mãe vai se adaptando e produzindo mais – ou menos – conforme a necessidade do bebê. Mamas não são depósitos, mas sim fábricas de leite!

Ou seja…

… independente do pico de desenvolvimento ou de crescimento que o bebê esteja vivenciando, tudo o que ele precisa é de pais ou cuidadores pacientes, amorosos e conscientes das mudanças que ele está experimentando. Oferecer o colo, o peito para mamar e muito carinho… porque crescer dá trabalho! <3


Fonte da imagem: Blog da Grávida

Parto domiciliar: saiba como se preparar para o nascimento de seu filho em casa!

Pode ser que ao cogitar ter o seu bebê em casa, o medo e a insegurança tomem conta de você. Não faltam histórias da época de nossas avós, casos de bebês ou de mulheres (ou ambos) que não sobreviveram ou sofrem até hoje com algum tipo de sequela. Algumas dessas fatalidades podem ter relação com o parto e o nascimento. O maior problema, porém, não é o local em si, mas sim as falhas na assistência, a pouca ou nenhuma tecnologia disponível.

Os tempos são outros, as informações e experiências se acumularam e, principalmente, a assistência à saúde da mulher durante a gestação se aperfeiçoou.

Os partos domiciliares são meticulosamente planejados e estruturados. São levadas em conta diversas singularidades: se a gestação é de risco habitual, se o local é adequado ao parto, se a residência fica próxima a um hospital e se a família possui um plano B, em caso de eventual emergência. O principal, porém, é se o pré-natal foi feito com cuidado e atenção ao caráter multifatorial e complexo da saúde, garantindo a segurança do binômio mãe-bebê, facilitando, assim, a assistência ao trabalho de parto.

As profissionais responsáveis pela assistência à saúde da mãe e do bebê são as enfermeiras obstetras e obstetrizes, também conhecidas como parteiras urbanas. Elas são profissionais preparadas e treinadas para atender o parto natural de baixo risco e possuem equipamento adequado para tanto. A família também pode optar pela presença de um médico neonatologista, para assistência ao bebê, bem como uma doula para o suporte físico e emocional da mulher.

Fonte da foto:
  http://vilamamifera.com/olharmamifero/o-sus-que-da-certo-parto-domiciliar-do-sofia-feldman/
Assim como em uma Casa de Parto, no parto domiciliar a assistência acontece de forma contínua, no modelo “1 para 1”, ou seja, um profissional para cada paciente. Como, geralmente, elas trabalham em dupla, ao menos duas profissionais estarão a todo tempo, sempre que necessário, conferindo sinais vitais do bebê e da mãe, garantido que qualquer problema seja sanado imediatamente.

Muito diferente do que ocorre em hospitais, onde a assistência geralmente é intermitente e cujos profissionais se revezam a todo instante, sem criar vínculo com a mulher e o bebê e, pior ainda, sem se atentar para mudanças sutis no decorrer do trabalho de parto que podem fazer a diferença em um desfecho favorável no nascimento.

Antes de optar por hospital, casa de parto ou domicílio para dar à luz seu bebê, informe-se, converse com profissionais diversos e conheça a história de famílias que já vivenciaram essas experiências. Mantenha a mente e o coração abertos para alternativas. O melhor lugar para parir é aquele em que a mulher se sente segura! E a segurança só se consolida à base de boa informação!

Empodere-se!

Extero-gestação: por que os bebês são dependentes de nós?

Você já fez o “check list”: fralda limpa, banho tomado, barriguinha cheia. Mesmo assim, o bebê chora muito, aparentemente sem motivo! Talvez a teoria da extero-gestação possa te ajudar nessa busca por entender porque o seu bebê está dando sinais de desconforto.

Essa teoria está embasada numa premissa muitas vezes esquecida por nós: somos mamíferos. E temos o cérebro desproporcionalmente maior em relação ao corpo, comparando com outros mamíferos. Por isso os filhotes humanos nascem “antes do tempo” e não chegam ao mundo completamente formados, do contrário não haveria espaço suficiente no canal de parto para a passagem da cabeça do bebê. 


Isso quer dizer que a gestação dos filhotes humanos continua fora do útero por pelo menos mais 3 meses, período em que se faz necessário reproduzir aqui fora o ambiente uterino (o calor, o balanço, o barulho etc.). 

Espia só esse texto do blog “Maternar Consciente” a respeito da extero-gestação! Quem sabe não te ajude a entender melhor o choro do seu bebê?!