Aromaterapia: você sabe o que é e como fazer?

Os óleos essenciais são coringas
n
a bolsa de doulas e outros profissionais de parto!

Os óleos essenciais podem ser seus aliados no trabalho de cuidar e contribuir para o reestabelecimento da saúde física e emocional de suas pacientes e clientes. 


Especialmente durante a gestação e o trabalho de parto, alguns óleos essenciais podem ser usados para acalmar e aquietar a mente ansiosa da gestante, dar ânimo e relaxar.

O óleo essencial de lavanda é um coringa na bolsa de doulas e profissionais do parto. Ele acalma, contribuí para o equilíbrio entre a razão e a emoção, transformando emoções negativas em positivas. Auxilia, também, no processo de dar esse profundo salto no escuro que é a maternidade. E por agir no alívio de dores musculares pode ser diluído em algum óleo vegetal para massagens.

Os óleos cítricos, como o de bergamota, despertam a alegria, desenvolvem a confiança e o foco.

O óleo de tea tree (ou melaleuca) limpa a mente de pensamentos perturbadores, além de ser um poderoso fungicida e bactericida, por isso é usado na gestação (ou mesmo não estando grávida) para combater a candidíase, além de ajudar na higienização das fraldas de pano modernas.

Aromaterapia – Menos é Mais! 

É possível usar aromatizadores à vela,
como esse da foto, ou…

Os óleos essenciais são produzidos a partir de princípios ativos de plantas e flores, em processos complexos de extração (confira aqui detalhes desses processos). Um bom exemplo da quantidade necessária da planta para a extração dos óleos é o óleo essencial de rosas: para extrair 3kg são necessárias TRÊS tonelada de pétalas… isso mesmo, 3.000 kg! Veja aqui mais alguns exemplos.

Por isso, é importante usa-los com cuidado, sempre seguindo a premissa de que menos é mais. 


A aromaterapia, ou seja, o uso terapêutico de óleos essenciais, ao contrário do que possa parecer, não se baseia no aroma da planta, mas sim nas propriedades desses diferentes princípios ativos. 

… um colar aromatizador pessoal de cerâmica
ou, ainda, um aromatizador elétrico!

Uma gota de óleo essencial de boa qualidade, portanto, concentra muitos princípios ativos. Então não se preocupe se, ao aquecer o óleo em seu aromatizador durante o atendimento em um trabalho de parto, não estiver sentindo muito o cheiro do que pingou. A ideia é que o aroma seja suave. Até porque, se houver óleo essencial em excesso, pode causar dores de cabeça ou vermelhidão e coceira na pele (em caso de banho ou massagem) ou outros efeitos colaterais.

Então, antes de usar, busque informação em fontes confiáveis! 


E ATENÇÃO: Se você tiver interesse em participar de workshops de aromaterapia, procure-nos pelo e-mail sacemporiomaterno@gmail.com

Muita sabedoria e luz no seu caminho!

Parto domiciliar: saiba como se preparar para o nascimento de seu filho em casa!

Pode ser que ao cogitar ter o seu bebê em casa, o medo e a insegurança tomem conta de você. Não faltam histórias da época de nossas avós, casos de bebês ou de mulheres (ou ambos) que não sobreviveram ou sofrem até hoje com algum tipo de sequela. Algumas dessas fatalidades podem ter relação com o parto e o nascimento. O maior problema, porém, não é o local em si, mas sim as falhas na assistência, a pouca ou nenhuma tecnologia disponível.

Os tempos são outros, as informações e experiências se acumularam e, principalmente, a assistência à saúde da mulher durante a gestação se aperfeiçoou.

Os partos domiciliares são meticulosamente planejados e estruturados. São levadas em conta diversas singularidades: se a gestação é de risco habitual, se o local é adequado ao parto, se a residência fica próxima a um hospital e se a família possui um plano B, em caso de eventual emergência. O principal, porém, é se o pré-natal foi feito com cuidado e atenção ao caráter multifatorial e complexo da saúde, garantindo a segurança do binômio mãe-bebê, facilitando, assim, a assistência ao trabalho de parto.

As profissionais responsáveis pela assistência à saúde da mãe e do bebê são as enfermeiras obstetras e obstetrizes, também conhecidas como parteiras urbanas. Elas são profissionais preparadas e treinadas para atender o parto natural de baixo risco e possuem equipamento adequado para tanto. A família também pode optar pela presença de um médico neonatologista, para assistência ao bebê, bem como uma doula para o suporte físico e emocional da mulher.

Fonte da foto:
  http://vilamamifera.com/olharmamifero/o-sus-que-da-certo-parto-domiciliar-do-sofia-feldman/
Assim como em uma Casa de Parto, no parto domiciliar a assistência acontece de forma contínua, no modelo “1 para 1”, ou seja, um profissional para cada paciente. Como, geralmente, elas trabalham em dupla, ao menos duas profissionais estarão a todo tempo, sempre que necessário, conferindo sinais vitais do bebê e da mãe, garantido que qualquer problema seja sanado imediatamente.

Muito diferente do que ocorre em hospitais, onde a assistência geralmente é intermitente e cujos profissionais se revezam a todo instante, sem criar vínculo com a mulher e o bebê e, pior ainda, sem se atentar para mudanças sutis no decorrer do trabalho de parto que podem fazer a diferença em um desfecho favorável no nascimento.

Antes de optar por hospital, casa de parto ou domicílio para dar à luz seu bebê, informe-se, converse com profissionais diversos e conheça a história de famílias que já vivenciaram essas experiências. Mantenha a mente e o coração abertos para alternativas. O melhor lugar para parir é aquele em que a mulher se sente segura! E a segurança só se consolida à base de boa informação!

Empodere-se!

Conheça os profissionais que podem atender partos

O modelo de assistência obstétrica brasileiro está centrado na figura do médico obstetra. É corriqueiro a família contratar um plano de saúde por conta desse momento e buscar um obstetra que acompanhe a gestação desde o começo até o nascimento do bebê. Esse modelo, infelizmente, está mostrando sinais de saturação, com médicos cobrando taxas de disponibilidade, agendamento de cesarianas eletivas sem respaldo em evidências científicas e lotação de hospitais com gestantes que nem ao menos estão em trabalho de parto, mas são internadas para induções desnecessárias. 

É urgente a revisão desse modelo e uma equipe multidisciplinar pode ser a saída para deixar de sobrecarregar médicos e hospitais. 

Você conhece os profissionais que podem te acompanhar nessa jornada? Dá uma olhadinha nesse resumo, pesquise, se informe, se empodere para o seu parto!

Obstetra – É o único profissional que tem a competência para realizar uma cirurgia no parto, em casos de emergência.

Obstetriz ou Enfermeira Obstétrica (EO) – Ambas profissionais são habilitadas para assistir às gestações e partos de risco habitual. As enfermeiras obstétricas possuem graduação em enfermagem e pós-graduação em enfermagem obstétrica, enquanto obstetrizes possuem graduação em obstetrícia. 

Parteira – As parteiras tradicionais ainda são comuns em regiões muito afastadas de centros urbanos. Não possuem formação técnica, porém têm prática e conhecimentos tradicionais para o atendimento ao parto. Como atuam em lugares muito afastados, não possuem muitos recursos para atendimento de emergências.

Neonatologista – É um médico pediatra especializado no atendimento ao recém-nascido nos primeiros minutos de vida. Pode ser do próprio hospital ou contratado pela família, para evitar procedimentos de rotina muitas vezes desnecessários, como aspiração nasal e aplicação de colírio.

Doula – Profissional que possui conhecimento da fisiologia do parto e incentiva o uso de técnicas não-farmacológicas para o alívio da dor, como posições, respirações e massagens que minimizam a dor e o incômodo das contrações, além de favorecer o parto fisiológico. Doulas não realizam procedimentos técnicos, como ausculta de batimentos cardíacos ou toque vaginal e não são habilitadas para diagnosticar possíveis intercorrências do trabalho de parto e parto, elas proporcionam apoio físico e emocional.

Empodere-se!